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Dooppelganger

Há rostos que se repetem, mesmo sem se copiarem. Neste livro, o tempo dobra-se sobre si mesmo. O fio condutor é a verossimilhança, essa estranha familiaridade entre tempos, corpos e expressões. Não se trata apenas de semelhança física, mas de uma espécie de memória visual que atravessa gerações. Este livro é um espelho fragmentado, onde rostos distantes se tornam próximos, e o passado se reflete no agora. Através de imagens, algumas vindas do fundo das gavetas, outras capturadas no presente forma-se um espelho cruzado onde o passado e o presente se confundem em detalhes quase imperceptíveis, mas profundamen te reconhecíveis. Entre o documento e a memória, o livro propõe um exercício de reconhecimento. E no intervalo entre o que se vê e o que se sente, talvez se encontre aquilo que une, silenciosamente as pessoas.

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